Aragan avia me dito para conversar com Ezarel. Eu realmente
não queria fazer isso.
Não avia perdoado o que ele tinha feito com Attano,
provavelmente nunca o perdoaria. Suspirei. Sim, eu sabia, eu também estava
apaixonada pelo vanir, infelizmente. Talvez tudo desse certo dessa vez? Ele era
um cara que me lembrava muito o Thomas... Um frio na barriga me tomou de
repente, meu corpo, mesmo envolta de pensamentos, logo assimilou que eu estava
chegando ao meu destino: o quarto do cretino.
Dei mais um longo suspiro, meu corpo inteiro tremia de saber
que eu o veria. Era uma sensação estranha, de fato, estar nervosa por ver
Ezarel.
Dei três leves batidas na porta, eu sabia que ele sabia que
era eu, passei anos repetindo esse ato em sua porta, na maioria das vezes ele
indicava diversão à vista. Bom, não agora.
A porta abriu e eu arfei alto, ao fitá-lo no rosto. Ás vezes
esquecia que, apesar de ser um desgraçado, ele era muito, muito atraente. Senti
as minhas bochechas corando, e vinquei a testa, sem entender o porquê isso
aconteceu. Talvez desejo?
— Seu horário de serviço já acabou faz tempo — Ele me disse,
azedo. Droga, o que estava acontecendo com ele afinal? Pendi a cabeça para o
lado, erguendo uma sobrancelha, e esse ato, pude ver mesmo que perceptível
apenas para as mentes mais treinadas no assunto "Ezarel", que ele
dera um mínimo sorriso de lado.
Cruzei os braços, bufando e olhando para o corredor vazio,
ainda não acreditando que aquele maldito fossegrimen me fizera fazer isso. Que
humilhante! — Eu quero conversar — limpei a garganta, olhando para ele, séria
Agora um sorriso presunçoso estampava em seu rosto, quase
como se ele houvesse percebido algo escondido que nem eu avia percebido, saindo
da frente da porta para que eu passasse.
Sentei-me na cama macia e confortável, eu sempre adorara
passar as noites ali, em seus braços. Dei um longo suspiro, quando ele se
aproximou, cruzando os braços, ainda com o sorriso na face, como se esperasse
que eu prosseguisse. Virei o rosto para o lado, observando o ambiente tão familiar
— Você vai amanhã cedo pedir desculpa para Attano — disse, virando-se, séria,
para ele. O elfo franziu a testa pra mim, claramente descontente por eu pedir
isso — E por que eu faria isso? — disse, com sua típica cara de desgosto, mas
podia-se notar um toque de raiva em seus olhos, eu não saberia dizer se o
sentimento era direcionado a Attano ou a mim.
Neguei com a cabeça, descontente, antes de por em pé em um
átimo, chegando perto dele e vendo sua feição se abrandar bem lentamente,
enquanto a seriedade do meu rosto aumentava, de maneira até meio agressiva —
Ezarel... — parei, alguns centímetros de distância dele, olhando-o com um misto
de curiosidade e dúvida, minha sobrancelha erguida em meu gesto característico —
...O que, de verdade, você sente por mim? — tentei manter a voz limpa e clara,
para que ele não viesse com aquelas gracinhas clássicas de "não entendi,
pode repetir?"
De qualquer maneira, no rosto dele, não demonstrava que o
mesmo estava para brincadeiras, mas ele era realmente imprevisível. Ás vezes
até demais...
Ele dera um longo suspiro, me olhando de maneira
estranhamente séria, quase como se estivesse me estudando. Bom, talvez ele
realmente estivesse fazendo isso.
Eu não esperava tal proximidade dele, de repente, dando um
pulinho quando ele se inclinara para frente, seu rosto parecia o mesmo de
quando ele se fazia de ofendido em suas brincadeiras, mas agora eu podia notar,
era sincero. Seu rosto estava a milímetros do meu, eu sentia sua respiração em
meu rosto, fazendo meu coração se acelerar, de repente, do nada, uma de suas
mãos envolvera minha bochecha e eu fechei os olhos instintivamente para
aproveitar de seu toque. Deveras eu não devia ter feito isso, pensei, me auto
criticando por estar pegando as manias de Aragan. A outra mão livre de Ezarel
fora até minha cintura, a envolvendo docemente, enquanto ele se aproximava
ainda mais de mim, eu podia sentir cada um dos meus nervos se ativando, quase
como se eu tivesse levado uma descarga elétrica no corpo. Meu deus, o que
estava acontecendo comigo?
Tudo piorou quando eu senti nossos lábios se tocarem,
devagar, delicadamente como o pousar de uma borboleta, o gosto daqueles lábios
macios, enfim pude reconhecer e apreciar de verdade o gosto que eles tinham.
Depois de alguns longos segundos assim, ele me puxara levemente pela cintura,
para mais perto de si, aprofundando o beijo, nossas línguas de maneira
harmoniosa, quase que em uma dança ensaiada, MEU DEUS, MEU DEUS, EU NUNCA TINHA
BEIJADO ASSIM!
Não pude conter meus instintos e colei meu corpo ao dele,
passando as mãos por seus ombros, indo em direção a sua nuca, lentamente,
aproveitando cada pedaço do elfo que eu poderia, no momento, gemendo contra a
boca dele.
Logicamente, meu gemido foi considerado um sinal verde (bom,
de fato ele era, na verdade), e Ezarel me empurrara delicadamente com o corpo,
em direção a cama, também gemendo contra minha boca. Aproveitei do beijo o
máximo que podia, eu logo iria dar um basta nisso, não, eu não transaria
novamente com quem fizera tão mal a alguém de quem eu gostava tanto. Ele
atirara uma pessoa do alto de uma escada!
Antes que eu pudesse organizar meus pensamentos, senti a
parte de trás das minhas coxas tocarem a cama. Eu não lembrava da mesma ser tão
perto e me desequilibrei, caindo sobre o colchão de maneira desastrada,
sentindo minhas bochechas assumirem um tom de rubro pra lá de intenso enquanto
via o sorriso besta naquela face maravilhosa que se aproximava de mim, se
sobrepondo sobre meu corpo, me fitando tão de perto que eu podia enxergar meu
reflexo na íris verde água de seus olhos antes de sentir sua mão se esgueirar
pela minha cintura, bem lentamente, acariciando-a ali? hã? Ele estava mesmo me
fazendo CARINHO?
Quando viu o tom de dúvida refletido em meu olhar, Ezarel
deu outra risadinha satisfeita, me deixando ainda mais confusa enquanto ele
alisava minha cintura, desta vez enfiando a mão por dentro de minha saia, antes
de, bem lentamente, virar-se para a minha orelha e sussurrar — Isso é o que
sinto por você — fechei os olhos e soltei um longo e intenso gemido quando ele
começara a me beijar atrás da orelha, descendo os beijos de maneira lenta e
torturante pelo pescoço enquanto a mão que enfiara por dentro da saia
retirava-a, delicadamente
Eu ainda não entendi... — disse, com sinceridade, mas dando
uma risadinha boba enquanto aproveitava daquelas carícias estranhas. Ez riu
contra a minha pele, prosseguindo os beijos lentos pela clavícula e parando no
meu decote, dando um longo suspiro ali, como se aspirasse o cheiro da minha
pele, fazendo-o gemer. Depois do que pensei ser uma pausa infinita, o elfo
soltou seu cinto, retirando sua jaqueta enquanto eu observava, maravilhada com
cada gesto dele. Meu deus, eu nunca tinha visto de fato o homem incrivelmente
bonito e sexy com quem eu dormira esse tempo todo! Seu sorriso agora era
claramente convencido, graças ao fato de eu ter "secado" ele
descaradamente, tentando ajudá-lo a poupar trabalho e retirando para ele a
blusa que se encontrava por baixo de sua jaqueta, que agora estava atirada em
um canto qualquer do quarto. Ao ver seu abdome definido, por alguma razão muito
estranha, senti vontade de beijá-lo, o fazendo, delicadamente, enquanto ouvia
gemidos escapando pela boca do elfo, que tocava minha nuca, a acariciando em
uma massagem deliciosa. Depois do beijo, senti necessidade de ver seus olhos,
que reação eu causara com aquilo, fitando-os de repente e me arrependendo
novamente por isso, uma vez que eles arrancaram-me o ar, de tão belos. Sorrindo
orgulhosa e convencidamente outra vez, Ezarel voltou a me beijar nos lábios,
desta vez retirando meu top entre o longo beijo apaixonado, parando-o apenas
para que pudesse admirar a visão de meus seios expostos, os olhos atentos a
eles como se fossem pedras preciosas, antes de beijá-los de maneira lenta e
ardente, explorando cada canto dos mesmos com a boca enquanto meus gemidos
começavam a sair um pouco mais alto que o normal, soltando-lhe os cabelos e
admirando a cascata azul que eram tomar toda as costas do elfo, enfiando meus
dedos por dentro deles e puxando-os suavemente, guiando-o em suas carícias.
Uma das mãos dele se ergueu e parou ao meu lado, apoiando-se
na cama, antes de ver seu olhar voltar novamente para cima, me fitando... Só
agora eu avia reparado, eles brilhavam mais que intensamente ao me ver, quase
como se eu fosse algo excepcional, de outro mundo de tão bela. Seu rosto
ergueu-se, enquanto ele me fitava, retirando a calça e enfim estávamos nus mais
uma vez. Só que.... dessa vez algo avia mudado... eu não sabia dizer o que...
mas até mesmo meu desejo por ele não era mais o mesmo.... suspirei, passando os
olhos pelo torso dele, distraidamente, mais uma vez, admirando-o por completo,
antes de sentir mais uma vez seus lábios em toda a extensão de minha clavícula,
enquanto descia uma das mãos até minha cintura, fazendo eu, em um gesto
instintivo, abrir as pernas lentamente. Meu deus, eu de fato não sabia o que
estava acontecendo, ou como fazer aquilo parar.... A verdade era que eu não
queria que ele parasse.... Gemi mais uma vez, sentindo ele se ajeitar em cima
de mim, de maneira a se encaixar perfeitamente no meu corpo, entrando
lentamente dentro de mim, meu fazendo soltar um gemido contido de alívio, como
se o fato de estar com ele em minhas carnes fosse tudo o que mais precisasse no
momento. Percebi que ele fizera o mesmo, e constatei que a mesma necessidade
que tinha dele, ele tinha de mim.
Parando com o rosto novamente tão próximo do meu, gemeu,
tocando meu rosto com a mão, acariciando-o, enquanto admirava-o, puxando-me
lentamente pela nuca de maneira a poder me fitar de maneira perfeita — O que eu
sinto por você é... ...amor — senti meu coração falhar com aquilo, seus
movimentos lentamente começando dentro de mim, fazendo-o soltar algumas longas
arfadas. Meus olhos estavam arregalados e a única coisa que conseguia pensar
era que queria recompensá-lo por aquilo. Por ter sido tão maravilhoso comigo
durante todo aquele tempo, mesmo com suas tiradas, suas piadas e nossas brigas.
Neguei com a cabeça, o fitando, seu olhar era diferente...
algo que nunca avia visto na vida... beijei-o em seguida para que não tivesse
que encará-lo naquele momento desconfortável. O beijo mais terno, doce e
apaixonado que já trocara em minha vida, enlaçando-o com minhas pernas de
maneira que ele pudesse entrar por inteiro dentro de mim.
Pude ver ele vincar a testa e soltar um longo gemido com o fato de eu tê-lo puxando tão para dentro de mim de maneira que o
fez sentir um intenso prazer, pude ver em sua feição, antes do mesmo voltar a
me beijar apaixonadamente, se apoiando com uma das mãos na cama para que
pudesse me penetrar com mais liberdade, parando o beijo para que pudesse me
fitar nos olhos, me deixando desconcertada, minhas bochechas ardiam, vermelhas,
tanto de vergonha quando de desejo enquanto eu enlaçava meus braços envolta de
seu pescoço, sentindo seus beijos agora em meu pescoço, intensos, apaixonados,
enquanto seu ritmo dentro de mim aumentava, fazendo-me pender a cabeça para
trás, gemendo alto, não apenas de prazer, mas também de satisfação, a mais pura
e plena satisfação de tê-lo ali, em meus braços, dentro de mim — Ahhh Ezarel...
— gemi, de maneira manhosa, vincando as sobrancelhas em um prazer intenso,
ainda nos primeiros movimentos dele dentro de mim, ouvindo seu risinho baixo
contra a minha pele, de satisfação por me fazer delirar tão fácil assim,
enquanto ajustava-se dentro de mim, aumentando um pouco mais o ritmo, de
maneira a me tirar gemidos mais constantes e altos, antes de me pegar pelo
rosto docemente, beijando-me novamente. Meu deus, ele nunca me beijara tanto
durante o sexo! Minha mão em sua nuca
agora a envolvia por completo, puxando-o o máximo possível para mais perto de
mim enquanto eu aproveitava o toque delicioso e embriagador de nossas línguas,
sempre tão sincronizadas que até me assustava.
Colocando a outra mão como apoio, Ez começou a me penetrar
pra valer, fazendo eu tombar a cabeça para trás em gemidos longos e intensos,
cobrindo a região da minha clavícula de beijos, em seguida fazendo o mesmo em
meus seios, se deleitando na minha pele pálida enquanto gemia tão alto quanto
eu mesma, soltando risinhos satisfeitos, sincronizados com os meus, enquanto
ele erguia meu corpo, sua mão percorrendo toda minhas costas, de maneira a eu
ficar quase sentada na cama.
Meu deus, o que estava acontecendo? Não era sexo aquilo...
Não como eu sempre conheci... Estava confusa e atordoada pelos beijos e
carícias dele por todo meu corpo, não conseguia pensar em nada, não conseguia
sentir mais nada além do prazer que ele me proporcionava e o calor insistente
que sentia no peito sempre que momentos assim, fofos, românticos, aconteciam
entre nós — Vossa majestade... — eu o chamei, pelo apelido ridículo que ele
adotara em uma de nossas brincadeiras, e cujo ele amava, sempre arrancando-lhe
sorrisos convencidos quando eu o chamava assim — Sim, escrava? — disse, nos
seus olhos podia ver o brilho travesso da clara brincadeira que ambos sempre
fazíamos juntos. Deuses, por que eu ria disso junto dele, ali, como uma boba,
no meio do sexo? O que está acontecendo contigo, Emirielle?!
Sorri para ele, mordendo o canto da boca, deixando em claro
através do meu olhar o que pretendia fazer, me ajeitando junto dele e
virando-me, ficando por cima — Minha vez de comandar — disse, em uma risadinha,
me inclinando para frente para me aproximar de seu rosto, enquanto ele também
soltava risadinhas, apoiando-se nos cotovelos enquanto uma de suas mãos fora
direto para meu rosto, o acariciando delicadamente enquanto o elfo me fitava
com os olhos brilhando de mais pura admiração ao fitar meu corpo. Empurrei-o
delicadamente para a cama, começando a me movimentar em cima dele, rebolando
devagar e precisamente, lhe arrancando gemidos profundos e intensos com o mais
sublime prazer estampado na expressão do seu rosto perfeito. Aumentando a
intensidade, pus-me a me agarrar com força em seu corpo, pendendo a cabeça para
trás e gemendo, em um puro estado de delírio e êxtase com ele em minhas carnes,
como nunca sentira na vida, completando-se na mais perfeita sincronia quando
ele ergueu-se para encher meus seios de beijos lentos, sequiosos e deliciosos,
fazendo com que eu gemesse ainda mais alto, me agarrando em sua nuca com força
quando senti estar prestes a explodir de prazer.
Sim, de fato eu explodi de prazer, ali, em seus braços. Meus
ritmos se tornando cada vez mais intensos junto de nossos gemidos, ambos
descompassados pelo esforço e pela paixão enquanto ele provava insanamente de
meus seios, alisando minhas costas como uma esguia cobra sorrateira, meus
cabelos já grudando em meu rosto com o suor quando eu explodira no mais
perfeito e sincronizado prazer, meu orgasmo chegando tão louca e
avassaladoramente fazendo meu corpo tremer como se eu tivesse levado mil
descargas elétricas do mais puro prazer, sentindo nas carnes o líquido quente
da satisfação dele, que exalava junto da minha, como se naquele momento
fôssemos não mais dois, mas um único ser, ligados pelos nossos corações que
batiam acelerados.
Meu deus, eu nunca tinha feito nada parecido, nada tão....
único. Me sentia ligada a Ezarel, ali, de alguma forma estranha e quase
sobrenatural, me afastando brevemente para encarar-lhe no rosto, o sorriso
vitorioso e ao mesmo tempo presunçoso em sua face, me fazendo querer lhe encher
de tapas... Ironicamente eu dei-lhe na verdade um beijo, um beijo lento e
intenso, como se aproveitando cada minuto, antes de tudo acabar; eu estava o
agradecendo por ter me proporcionado experiência tão sublime.
Separando-se dos meus lábios depois de longos minutos
aproveitando da minha língua, Ez me fitara intensamente nos olhos, seu sorriso
agora genuíno, de verdadeira satisfação, enquanto ele sussurrava baixinho — Eu
amo você — Minhas bochechas assumiram um tom rubro com aquela confissão
silenciosa do elfo, dando um meio sorriso desconcertado para ele em seguida,
antes de tocá-lo delicadamente no rosto, passando meu polegar por sua bochecha
antes de dar um longo suspiro, fazendo o elfo copiar meu ato, puxando-me pela
cintura e me aninhando em seu peito, de maneira protetora.
Ficamos ali, por longos minutos, em uma conversa silenciosa
apenas com nossos olhares, sorrindo um para o outro vez ou outra, antes de
sentir o sono invadir meu ser, pouco a pouco, me abraçando com certa força em
seu torço, ajeitando minha cabeça ali, de maneira a meus chifres não o machucá-lo,
sentindo o toque reconfortante de suas mãos acariciando meus braços, fazendo-me
sentir confortável e protegida o suficiente para cair nos mais belos sonhos
antes de sussurrar, baixinho — Eu amo você também, cretino
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